Nos postos de combustíveis da capital, a gasolina pode ser encontrada a R$8, após novo reajuste neste mês de março na Bahia, realizado pela Acelen, atual operadora da Refinaria Mataripe. Por conta disso, o Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniência do Estado da Bahia (Sindicombustíveis Bahia), fez uma representação 'por possível abuso de poder econômico', na última sexta-feira (04/03), ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).
De acordo com o Sindicombustíveis Bahia, a gasolina teve aumento de R$ 0,6226 e o ICMS de R$ 0,2921, o diesel S10 teve alteração de R$ 0,8720 e com aumento do ICMS do biodiesel S10 em R$ 0,2366. O sindicato diz que Acelen tem praticando, na Bahia, preços considerados maiores do que os que ela própria cobra na venda a outros estados, dando como exemplo Alagoas, Maranhão e Amazonas.
A Acelen emitiu uma nota explicando que os reajustes seguem o mercado e que não foi notificada sobre a representação no Cade. "Nos últimos dez dias, com o agravamento da crise gerada pelo conflito entre Russia e Ucrânia, o preço internacional do barril de petróleo disparou, superando os US$115 por barril, o que gerou impacto direto nos custos de produção".
Ainda no texto, a Acelen pontua que enviou um ofício à Secretaria da Fazenda (Sefaz) da capital, sobre o congelamento do ICMS e aguarda resposta da pasta sobre a metodologia de apuração do ICMS a ser aplicado aos combustíveis. “Para evitar recolhimento a menor e também, mitigar impactos sobre os preços aplicados, a Acelen está em contato com seus clientes oferecendo apoio para decisão do modelo de aplicação excepcional até resultado final da Sefaz", diz a nota.





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